terça-feira, 20 de março de 2012

Explicando a coluna “O Crente e a Política” (Parte 1 de 4)


Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna (João 3:16).
Dessas palavras bíblicas salta diante dos olhos o valor inestimável que Deus atribui a cada ser humano. A ideia, ignorada ou subestimada por tantos de nós nestes dias, até parece que superada, causou um terremoto no mundo de cultura grega e romana dominado por esses últimos por muitos séculos.
Dizem-nos os livros escolares que o Império Romano terminou no ocidente, Roma, em 476 d.C.. E a sua parte no oriente, chamado depois de Império Bizantino, findou com a queda de Constantinopla, em 1453. Humanamente, atribui-se essa(s) queda(s) a razões econômicas, financeiras e de invasões dos inimigos, ora os bárbaros, Roma; ora os muçulmanos, Bizâncio (Constantinopla, depois chamada Istambul, na atual Turquia).
O caso é que uma cultura escravagista, opressora e cruel, passou a conviver com um conhecimento e prática de amor, tolerância, paz, diálogo, firmeza e convicção íntimas. Depois de Jesus e não sem uma repressão sanguinolenta. É que um valor essencial tomava conta de cada convertido: de que ele servia a Deus que o amava apenas pelo que ele era. E que assim devia ser de um ser humano para com outro.
Como pessoas tomaram posse da verdade do cristianismo através dos tempos e o usaram para cometer inúmeras torpezas contra o corpo e o espírito humanos é outra história muito longa. E que talvez nem se explique, exceto pela maldade nossa de cada dia em interação com o maligno que é invisível.
No meio disso tudo é bem provável que a nossa ingenuidade, refiro-me aos crentes, tenha contribuído para construir toda essa opressão. Assim, como incautos, algumas vezes trabalhamos para o Inimigo.
Neste mundo de hoje, quando os governantes são escolhidos pelo voto em sociedades democráticas ou que aspirem a isso, somos diretamente culpados pelas autoridades corruptas e más que nos governam. E também pelas íntegras e eficazes. A responsabilidade do crente em andar longe de Satanás ou de suas determinações multiplica-se.

domingo, 19 de fevereiro de 2012

CARNAVAL, SÍMBOLO DA ESPERANÇA



 Naturalmente, ao abrir um artigo evangélico em época de carnaval, pensamos que logo, logo, vai se abrir um rosário (no bom sentido) de lágrimas. Não. Não vamos nomear as torpezas que designam a desgraça humana sob a dependência química, desde o álcool até ao oxi, as mortes e mutilações resultantes da estupidez ao volante, ou a pornografia virtual e real, coisas que se multiplicam nesses chamados dias alegres de Momo. E destroem vidas direta e indiretamente.
Falaremos daquilo que é bom nessa festa popular e bem brasileira, o carnaval. Viva! Não falaremos de morte. Nem a em vida, nem a física. Afinal, a morte é uma emoção passageira para quem vai. E viver é cantar, pular, dançar, beber, comer... Coisas que Miriam e Davi fizeram, na Bíblia. E muito. Em alegria coletiva. No sentido genérico, um carnaval também.
É bonito ver a dedicação de algum carnavalesco que, ano após ano, põe suas esperanças na vitória da sua escola, na feitura daquela fantasia, na exaltação do seu samba, na beleza e na perícia das passistas. Há um quê de mágico na realização de um sonho. Carnaval é assim. Realização de sonhos.
Para outros, Carnaval é esse momento especial de adorar as emoções e as sensações de uma grande festa. E que propicia a esperança de novos momentos iguais no ano vindouro. É hora mais que propícia para festejar bem ao estilo do Ano Novo e do Natal. Só que é mais up. Mais para cima.
Embora uma curtição passageira, o Carnaval e os seus acessórios são a exaltação da alegria. Tem gente que até encontrou a Cristo numa dessas, carnavalescas. Ora numa situação confortável para a natureza pecaminosa. Ora, no fundo do poço. Onde for, esperamos que encontre a Cristo.
Encontrar Cristo é uma emoção definitiva, muda a vida e continua depois, na eternidade. Lembre-se: vida para a eternidade.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Fé.

 

Saul atravessa o burburinho da Rua Dois em direção ao restaurante “Bom Judeu”. Seu objetivo é conversar com Rodovalho Astarambélio Aristonad. O sol do meio-dia estatela na sua testa. Aristonad, dono do Partido Responsável da Organização do Trabalho e da Pátria – PROTAPA, consumada legenda de aluguel, quer ter sete senadores dos vinte e um do Senado de Jerusalém.  Saul conta com essa ambição. Legenda de aluguel, segundo o site do TSE, www.tse.jus.br/hotSites/glossario-eleitoral/termos/legenda.htm: “Diz-se que são “de aluguel” as legendas dos partidos desprovidos de representação no Congresso ou com escassíssimo número de filiados e/ou parlamentares, e disponíveis para abrigar candidaturas de políticos – geralmente endinheirados – dispostos a pagar um preço pela sua inscrição e apresentação da candidatura a um posto eletivo – geralmente federal e, menos freqüentemente, estadual”. Como é municipal, o PROTAPA é uma exceção à essa ideia.



Saul e Rodovalho jogam para a platéia. O acerto duro foi na madrugada de ontem. Rodovalho, cedera ante dois cargos na administração da Prefeitura e quatro bigas de luxo anuais durante o mandato saulino. Abriu mão de se candidatar ele próprio à prefeitura pelos yeroshalmim (nascidos em Jerusalém). E não por estes, mas ainda muitos estrangeiros. Além de mais cinco mil denários e atuação ativa durante o governo Saul. Este disse sim às condições. Embora ambos soubessem que Rodovalho não apitaria nada – e se não ficasse quieto ainda levava uma bica no traseiro. Porém, aquilo, a participação ativa, é o que seria divulgado na mídia.
Apesar da falta de apoio dos grandes partidos, Saul se sentia amado de Deus. E divulgava isso. “Como na Bíblia, lembra? — dizia – “Amei a Jacó e odiei a Esaú”. Era a sua crença. Assim, tinha total certeza da vitória.
O que andava incomodando ao endinheirado, era que o sexo, na forma da esposa e três concubinas, mais alguma eventual, e o poder econômico não o satisfaziam mais. Por isso o poder político iria preencher o vazio em sua alma. Porém, e se isso não acontecesse? A dúvida e a reflexão faziam a cabeça de Saul doer.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012