Naturalmente, ao abrir um artigo evangélico em
época de carnaval, pensamos que logo, logo, vai se abrir um rosário (no bom
sentido) de lágrimas. Não. Não vamos nomear as torpezas que designam a desgraça
humana sob a dependência química, desde o álcool até ao oxi, as mortes e
mutilações resultantes da estupidez ao volante, ou a pornografia virtual e real,
coisas que se multiplicam nesses chamados dias alegres de Momo. E destroem
vidas direta e indiretamente.
Falaremos daquilo que é bom nessa festa
popular e bem brasileira, o carnaval. Viva! Não falaremos de morte. Nem a em
vida, nem a física. Afinal, a morte é uma emoção passageira para quem vai. E
viver é cantar, pular, dançar, beber, comer... Coisas que Miriam e Davi fizeram,
na Bíblia. E muito. Em alegria coletiva. No sentido genérico, um carnaval
também.
É bonito ver a dedicação de algum
carnavalesco que, ano após ano, põe suas esperanças na vitória da sua escola,
na feitura daquela fantasia, na exaltação do seu samba, na beleza e na perícia das
passistas. Há um quê de mágico na realização de um sonho. Carnaval é assim.
Realização de sonhos.
Para outros, Carnaval é esse momento especial
de adorar as emoções e as sensações de uma grande festa. E que propicia a
esperança de novos momentos iguais no ano vindouro. É hora mais que propícia
para festejar bem ao estilo do Ano Novo e do Natal. Só que é mais up. Mais para cima.
Embora uma curtição passageira, o Carnaval e
os seus acessórios são a exaltação da alegria. Tem gente que até encontrou a
Cristo numa dessas, carnavalescas. Ora numa situação confortável para a
natureza pecaminosa. Ora, no fundo do poço. Onde for, esperamos que encontre a
Cristo.
Encontrar Cristo é uma emoção definitiva,
muda a vida e continua depois, na eternidade. Lembre-se: vida para a eternidade.
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