domingo, 19 de fevereiro de 2012

CARNAVAL, SÍMBOLO DA ESPERANÇA



 Naturalmente, ao abrir um artigo evangélico em época de carnaval, pensamos que logo, logo, vai se abrir um rosário (no bom sentido) de lágrimas. Não. Não vamos nomear as torpezas que designam a desgraça humana sob a dependência química, desde o álcool até ao oxi, as mortes e mutilações resultantes da estupidez ao volante, ou a pornografia virtual e real, coisas que se multiplicam nesses chamados dias alegres de Momo. E destroem vidas direta e indiretamente.
Falaremos daquilo que é bom nessa festa popular e bem brasileira, o carnaval. Viva! Não falaremos de morte. Nem a em vida, nem a física. Afinal, a morte é uma emoção passageira para quem vai. E viver é cantar, pular, dançar, beber, comer... Coisas que Miriam e Davi fizeram, na Bíblia. E muito. Em alegria coletiva. No sentido genérico, um carnaval também.
É bonito ver a dedicação de algum carnavalesco que, ano após ano, põe suas esperanças na vitória da sua escola, na feitura daquela fantasia, na exaltação do seu samba, na beleza e na perícia das passistas. Há um quê de mágico na realização de um sonho. Carnaval é assim. Realização de sonhos.
Para outros, Carnaval é esse momento especial de adorar as emoções e as sensações de uma grande festa. E que propicia a esperança de novos momentos iguais no ano vindouro. É hora mais que propícia para festejar bem ao estilo do Ano Novo e do Natal. Só que é mais up. Mais para cima.
Embora uma curtição passageira, o Carnaval e os seus acessórios são a exaltação da alegria. Tem gente que até encontrou a Cristo numa dessas, carnavalescas. Ora numa situação confortável para a natureza pecaminosa. Ora, no fundo do poço. Onde for, esperamos que encontre a Cristo.
Encontrar Cristo é uma emoção definitiva, muda a vida e continua depois, na eternidade. Lembre-se: vida para a eternidade.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Fé.

 

Saul atravessa o burburinho da Rua Dois em direção ao restaurante “Bom Judeu”. Seu objetivo é conversar com Rodovalho Astarambélio Aristonad. O sol do meio-dia estatela na sua testa. Aristonad, dono do Partido Responsável da Organização do Trabalho e da Pátria – PROTAPA, consumada legenda de aluguel, quer ter sete senadores dos vinte e um do Senado de Jerusalém.  Saul conta com essa ambição. Legenda de aluguel, segundo o site do TSE, www.tse.jus.br/hotSites/glossario-eleitoral/termos/legenda.htm: “Diz-se que são “de aluguel” as legendas dos partidos desprovidos de representação no Congresso ou com escassíssimo número de filiados e/ou parlamentares, e disponíveis para abrigar candidaturas de políticos – geralmente endinheirados – dispostos a pagar um preço pela sua inscrição e apresentação da candidatura a um posto eletivo – geralmente federal e, menos freqüentemente, estadual”. Como é municipal, o PROTAPA é uma exceção à essa ideia.



Saul e Rodovalho jogam para a platéia. O acerto duro foi na madrugada de ontem. Rodovalho, cedera ante dois cargos na administração da Prefeitura e quatro bigas de luxo anuais durante o mandato saulino. Abriu mão de se candidatar ele próprio à prefeitura pelos yeroshalmim (nascidos em Jerusalém). E não por estes, mas ainda muitos estrangeiros. Além de mais cinco mil denários e atuação ativa durante o governo Saul. Este disse sim às condições. Embora ambos soubessem que Rodovalho não apitaria nada – e se não ficasse quieto ainda levava uma bica no traseiro. Porém, aquilo, a participação ativa, é o que seria divulgado na mídia.
Apesar da falta de apoio dos grandes partidos, Saul se sentia amado de Deus. E divulgava isso. “Como na Bíblia, lembra? — dizia – “Amei a Jacó e odiei a Esaú”. Era a sua crença. Assim, tinha total certeza da vitória.
O que andava incomodando ao endinheirado, era que o sexo, na forma da esposa e três concubinas, mais alguma eventual, e o poder econômico não o satisfaziam mais. Por isso o poder político iria preencher o vazio em sua alma. Porém, e se isso não acontecesse? A dúvida e a reflexão faziam a cabeça de Saul doer.