quarta-feira, 28 de setembro de 2011

O Crente e a Política__ Pensamentos-clichês



“Para fazer o bem, você pode ter que fazer o mal”. Regras assim governam as nossas ações. Como se cristalizam em nossa mente, não sabemos (Jesus nos fala dessa sabedoria em Tiago 3:17. Sugestão: leia todo o capítulo).
Tais, são pensamentos-clichês. Incansavelmente repetidos para acreditarmos neles.
Essa regra dominava Robert Mcnamara (1916-2009), ex-Secretário de Defesa dos EUA, inventor do cinto de segurança (que salvou e salva muitas vidas). E responsável/ co-responsável por milhares de mortes na Guerra do Vietnã e na Segunda Guerra Mundial. Guerra é sempre assassinato. Mas há casos em que a própria guerra reconhece isso. São os crimes de guerra.
O reino de Jesus não é deste mundo. Em Mateus 26:53, Ele diz que, se orasse a Deus-Pai, naquele momento, setenta e dois mil anjos para o combate (Mateus 26:53).  Submeter Jerusalém? Para conquistar o Império Romano? Talvez, dominar o globo terrestre. Então, pela força, todos o adorariam e reconheceriam sua glória e seu poder. Mas não voluntariamente.
Claro, Jesus, supremo Deus-Filho-Pai-EspíritoSanto, em sua condição natural, portanto, poderia, pode a qualquer momento subverter o planeta. Não era a isso que ele se referia.
Jesus dizia que se fosse seu alvo dominar o planeta, pela imagem que o mundo tem do que deva ser feito, pela força mesmo, e sem sair da sua condição humana, tendo só que orar, dominaria a tudo pela guerra.
Ter o poder político não era, em absoluto, o seu alvo. Salvar humanos para uma vida eterna com ele, em amor e obediência; em lealdade. Em escolha pessoal e voluntária (Romanos, 10:9-10). Livre-arbítrio. Não pela força, pelo amor (Zacarias, 4:6). Para isso veio.
Duas coisas importantíssimas. Uma, no segundo caso, pela oração, ferramenta poderosa que Deus dá ao crente, Ele recorre ao sobrenatural de Deus para o possível enfrentamento que se daria. “Orasse ao meu pai”, diz Ele.
Na outra, que o ser humano faz a vontade do maligno por querer ou por ignorância espiritual; interage com o sobrenatural satânico. Por regras absurdas de vida que compõem as chamadas regras do mundo. E que são violentamente contra Cristo.
Felizmente, em Jesus de Mateus, 26:53, o que há é o sobrenatural de Deus. Até a quinzena.

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