Mistress Roussef está tendo um trabalhão danado pondo neguinho corrupto, isto é, sob suspeita de ser corrupto, na rua. “Mistress” é como dizem nos EUA. No Brasil, mesmo uma pessoa formal como a presidente, é Dilma mesmo. E pronto. Ninguém fica zangado por isso. Principalmente um político que se preza, pois assim, é mais popular. Mas a carretilha que eu quero desenrolar é de outra natureza. Embora tenha tudo a ver com política.
Como se sabe o evangélico tem total desprezo pela política, em regra. Como grande parte do povo brasileiro pensa, mas não na hora de votar, o político é alguém desonesto que vive do dinheiro público, por isso não merece o voto. Então, lógico, na hora de votar, “vota em qualquer um”. Ou em alguém que ele terá esquecido até a próxima eleição. Ou a próxima semana.
Por que será tão grande rejeição por essa atividade tão humana quanto difícil que é a engenharia política? Para tentar alcançar uma possível resposta vamos dedicar alguns artículos dos que forem escritos nas próximas semanas. Terreno espinhoso. Com uma boa razão de ser.
Começando aqui, pensemos na opressão que existe sobre o povo e como nós, evangélicos em geral, contribuímos para que ela exista a partir da nossa conduta. Não me refiro à política partidária. Nem precisa ser ela. E também não darei respostas. Mas motivo para reflexão. O aproveitamento fica por conta de quem quiser.
Normalmente se diz que se Deus nos quisesse na política teria dito isso na Bíblia. Também se diz que a Bíblia nos manda orar pelas autoridades e não tornar-se uma. Não é esse o mérito que vai nos importar. A questão é que quando isso foi escrito não existia eleitor, muito menos como é hoje. A mão de ferro do Império Romano pesava sobre todos. E hoje, escolheríamos Pôncio Pilatos para governador? Talvez. Até a quinzena que vem.
Nenhum comentário:
Postar um comentário