sexta-feira, 9 de setembro de 2011

REBELDIA PADRONIZADA


A Bíblia tem verdades muito simples. Às quais não seguimos, claro, até e se nos convertermos. “Não vos embriagueis com vinho, mas antes enchei-vos  do Espírito Santo” (Efésios, 5:18-21), é uma delas. “O teu corpo é o templo do Espírito Santo” (I Co 6:19,20), outra. E desde quando o homem dá ouvidos a verdades simples? Nem de ontem, nem de hoje.
Desde que se é criança a sociedade dos homens, a poderosa comunicação boca-a-boca e exemplo pessoal, e os portentosos meios de comunicação de massa, já ensinam que droga e diversão andam juntas. Pesa o poderio econômico dessas atividades que hoje anda na casa dos bilhões de dólares. Na verdade nunca mais saberemos se, ao comprarmos uma roupa inocente ou um jogo de xadrez, não estaremos financiando o tráfico em sua perene lavagem de dinheiro.
A mensagem é clara: a diversão funciona, “rola”, se houver álcool, tabaco/ nicotina… e por aí vai. Costumes ancestrais construíram uma cultura assim, quando álcool e depois a nicotina não eram a porta de entrada para drogas muito mais pesadas e destrutivas. Hoje são. Mas a ilusão continua. E abertas as portas do inferno em vida também.
Hábitos enraizados na população tornam impossível acreditar, sem uma razão espiritual profunda, numa sociedade abstêmia. Aliás, sejamos francos, alguém a deseja? A maioria de nós deseja uma sociedade que por si mesma queira não se  drogar…? Está escrito que o amor altera profecias. Nesse caso, não por si mesmo, embora por si mesmo também, o homem deixaria de se drogar para não influenciar mal o seu próximo ou lhe causar dano. 
Todavia, há muitos, muitos anos atrás, um sujeito chamado Aldous Huxley bolou uma sociedade avançada e civilizada na qual os homens e mulheres se divertiam e trabalhavam e faziam outros afazeres com o consumo prazeroso de um narcótico permitido legalmente. Ainda que quem trabalhasse mesmo fossem os clones. O ser humano divertia-se constantemente. Com o entorpecente, claro. Está em “Admirável Mundo Novo”, daquele autor.
Pode ser que uma sociedade assim, com os seus problemas resolvidos politicamente, com os seus interesses acomodados, cada um tranquilo no seu espaço, seja aquela mencionada em II Tessalonicenses. 3:7: “Dirão: temos paz”. Uma paz política, tranquila, feito a máfia japonesa, a Yakuza, dentro do Estado japonês (revista Superinteressante,  abril/2010, “Conexões da Xiboca ao Xbox”, de Fábio Marton). Mas, então, virá o fim, também diz a passagem.

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